IDEB 2011

Número de escolas e matrículas na rede estadual caiu nos anos do governo Cabral

Mais uma prova da fragilidade dos supostos resultados positivos alcançados pela rede estadual no IDEB 2011. Na semana passada o MEC divulgou estes resultados que dão sinais claros dos prejuízos causados aos nossos alunos. No entanto o Secretário de Educação Wilson Risolia vai à mídia comemorar estas estatísticas como se fossem uma vitória da sua política meritocrática.
O Sepe fez um levantamento, com base em dados da própria SEEDUC, que mostra que o número de unidades escolares e matrículas da rede estadual diminuiu sensivelmente desde que o governador Sérgio Cabral assumiu o executivo estadual. Em 2006, a rede era composta por 1.732 escolas, com 1,3 milhão de alunos matriculados. Hoje, a rede conta com 1.370 escolas. Ou seja, através de uma política de municipalização forçada e de fechamento de escolas – como ocorreu no ano passado com as escolas supletivas estaduais – o governador Cabral e Risolia fecharam ou municipalizaram 374 escolas em cinco anos, uma média de 74 unidades por ano.
Também não houve ampliação do ensino médio na mesma proporção da municipalização do ensino fundamental. Em 2006, eram 1,3 milhão de alunos (fonte: SEEDUC/2006). Hoje a rede conta com 1,04 milhão de alunos: menos 300 mil alunos em cinco anos. Conforme estudo do professor Nicholas Davies, publicado em no site do Sindicato (dia 15/8), este”enxugamento” da rede tem uma explicação clara: a tentativa de Cabral/Risolia de privatizar o ensino público estadual, já que como contraponto à diminuição do número de escolas e de matrículas na rede estadual há um aumento progressivo no ingresso de alunos na rede privada.
Portanto, aqueles que conhecem a realidade das escolas e sofrem as arbitrariedades da política educacional do governo do Estado não podem acreditar em qualquer avanço com base nos dados do IDEB 2011.
O que Dilma, Cabral e Risolia tentam é provar com estatísticas que é possível melhorar a qualidade do ensino sem aumentar um centavo nos investimentos. Está claro em uma rápida olhada na realidade que os frios números encobrem uma verdade cruel. As políticas dos governos servem para desmontar e desmoralizar a educação pública.
Temos que continuar a luta para denunciar tal política e obrigar os governos valorizar a educação e os seus profissionais, que lutam no seu dia a dia contra os baixos salários e as péssimas condições de trabalho nas escolas. Devemos denunciar aos alunos e responsáveis o engodo que está embutido nos números do IDEB. Precisamos convencer a todos os trabalhadores que Dilma deve aplicar 10% do PIB no desenvolvimento da educação pública e que Cabral deve cumprir o que determina a Constituição Estadual de aplicação de 25% do orçamento no ensino fluminense.

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