1abr2015greveNos últimos 12 anos não houve um primeiro de abril em que professoras, professores, funcionárias e funcionários das escolas estaduais não realizassem manifestações para denunciar as mentiras do governador de plantão. Neste de 2015 faremos diferente vamos paralisar as atividades somando a mobilização dos profissionais de educação das escolas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo (estaduais e municipais), Pernambuco e do Pará que estão em greve.
Todos estes governos tomaram posse em 1º de janeiro. Todos aplicam planos de ajustes fiscais reduzindo os investimentos e ampliando o repasse de recursos públicos para a iniciativa privada.
Por mais que Luiz Fernando Pezão se apresente como novidade, nas escolas sofremos cada dia dos oito anos em que ele esteve ao lado de Sérgio Cabral no comando do Estado do Rio de Janeiro.

A saúde pública é uma vergonha. As escolas da rede estadual estão sucateadas

Pezão e Cabral fizeram a festa das empreiteiras com obras superfaturadas e removeram de forma violenta milhares de famílias para atender os caprichos da FIFA e os interesses dos empresários. Este governo usou o dinheiro público em festinhas particulares em Paris e passeios de helicóptero pelo Rio.
As UPPs castigam e matam os negros e pobres das favelas. Até agora estamos nos perguntando “Cadê o Amarildo?!”

Não aceitaremos nenhum atraso no pagamento dos salários

Após todos estes anos aplicando uma política de renúncia e anistia fiscal o Governador afirma que não há dinheiro para cumprir os compromissos com fornecedores ou pagar salários de aposentados e pensionistas.
O refrão de que “faltaria dinheiro” retorna agora com uma suposta queda da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e dos royalties do petróleo. Porém, reportagem do jornal O Globo (26 de janeiro) desmente a tese de redução da arrecadação, uma vez que, em 2014, foram recolhidos R$ 31,4 bilhões de ICMS e a previsão para 2015 é de uma arrecadação de R$ 33,6 bilhões.

Não há falta de recursos. Há uma política de “ajuste fiscal”

Os cortes no orçamento do governo do estado para este ano poderão chegar a R$ 8,3 bilhões. O valor foi divulgado no dia 27 de janeiro pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão. Na época, Pezão divulgou uma nota para afirmar que “os investimentos da Secretaria de Segurança estão resguardados, assim como os da Saúde e da Educação”.
Cabral e agora Pezão fizeram a festa com o dinheiro público e agora aparecem com a conta para que trabalhadores paguem pela crise que criaram. É isso que está por trás da crise da UERJ. Lá já há trabalhadores com salários atrasados. Todos das escolas estaduais não vão pagar por esta crise. Paramos no dia 1º de abril afirmando que qualquer atraso nos pagamentos dos salários de efetivos ou terceirizados será o estopim para deflagrar uma poderosa greve.

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