alc3b4-sindicatoEm momentos de muitas lutas nossa categoria sempre mostrou o caminho!

Nas décadas de 80 e 90 a militância do sindicato tinha claro duas coisas: Sindicato forte significa possibilidade de conquistas e respeito. E cada um dos filiados era o sindicato! A partir daí a categoria tomava como seu o trabalho do sindicato. Cada militante apresentava-se nas escolas como sendo “o SEPE”. Perguntados se eram da direção respondiam que não, mas eram do SEPE. E assim muitos grupos de profissionais das escolas marcavam alguns dias da semana para fazer visita às escolas. Em momentos de menos mobilização da classe até mesmo um militante sozinho intercalava o seu horário entre uma escola e outra para levar material e conversar com alguma outra escola. Nos períodos em que havia greves ou paralisações os grupos formados percorriam várias escolas para fazer o trabalho de levar a informação sobre aquele movimento e envolver mais profissionais. Todos tinham claro que o sindicato sozinho não conseguiria alcançar a todas as unidades. Sabiam que dos diretores, apenas alguns tinham licença sindical e, nem se todos da direção fossem liberados do seu trabalho em sala de aula, teriam condições de visitar todas unidades escolares da rede municipal ou estadual.

Precisavam destruir nosso instrumento de luta!

A campanha promovida pelos governos contra os sindicatos inicia-se nessas décadas passadas. “O que o sindicato está fazendo por nós?” ou “o sindicato é muito fraco” ou ainda “eles utilizam o sindicato como escada para a vida política”. Estas frases foram repetidas durante anos em reuniões entre o governo e a categoria. Reuniões entre os níveis intermediários (CREs e Metropolitanas) e direções de escolas. Uma campanha de desmoralização foi engendrada. Era preciso derrubar a força dos sindicatos! Em alguns anos muitos da própria categoria repetia os “jargões” plantados pelo governo! Não percebiam que aquela era a forma de afastá-los das lutas. De levá-los ao imobilismo. E dessa forma o governo poder retirar-lhes os direitos sem que houvesse reação. No Governo de Cesar Maia inventaram os Conselhos. Pretendiam que estes fossem os “verdadeiros” intermediários entre o governo e a categoria. E diziam: “ o SEPE só faz greves políticas, não querem negociar…” Conselhos de diretores, de professores e outros foram formados e de forma a esfacelar a categoria passaram anos fazendo discussões e promessas que nunca foram cumpridas. Muitos chegaram a se iludir. Mas estes conselhos eram apenas uma forma do governo negar o sindicato. Sabiam que um sindicato tem todo um aparato a serviço de seus filiados. Sabiam que não podiam enrolar a direção com suas promessas ou ameaças.
Retomar nossa militância, renovar nossos métodos, organizar nossas escolas!
Agora com a abertura de uma nova fase de nossa luta algumas coisas teremos que resgatar. Os profissionais mostram com essa belíssima greve, que são capazes de retomar o sindicato pra si. Que entendem a necessidade de tomar o SEPE como seu. O sindicato “somos nós nossa força e nossa voz”, não se trata apenas de uma palavra de ordem. É uma ação necessária. Aqueles bravos profissionais que passam por toda a greve em mobilizações, em grupos que percorrem as unidades escolares juntos com a direção das Regionais. Que organizam suas escolas e com o grupo visitam outras escolas. Que participam dos atos, assembleias, são os protagonistas desse grandioso movimento. Dirigem tudo com o seu sindicato. É com estes que vamos continuar na luta, nas greves e arrancar as vitórias que precisamos.

Qual a importância do profissional de educação se filiar ao sindicato?

A importância da filiação ao sindicato vai além da sustentação financeira da entidade. Ela tem como principal elemento o de fortalecer o sindicato e o próprio filiado. Quando o governo percebe que há um sindicato onde a maioria da categoria não é filiada ou mesmo que há uma grande onda de desfiliação, ele chega a conclusão que o sindicato vai mal. E se é assim a categoria também está mais debilitada. Ficando assim mais livre para atacar nossos direitos, piorar nossas condições e salários. Com um sindicato representativo até o filiado individualmente, é mais respeitado por sua direção ou pelos órgãos intermediários! Isso acontece ainda hoje. Pessoas que já tiveram a experiência de serem acompanhadas pelo sindicato, seja em sua escola, ou em algum órgão como CRE, Metropolitana ou secretarias sabem muito bem disso! Quando alguém demonstra ser “ligado” ao sindicato, o normal é que esse profissional seja mais temido e respeitado pelos governos e seus representantes. Diretores têm mais cuidados. Mesmo os níveis centrais ficam mais cuidadosos.
Vamos então dar a resposta a esse governo e demonstrar que nosso movimento não terminar ao terminar nossa greve:
FILIE-SE AO SEPE!
SEJA O REPRESENTANTE DO SEPE EM SUA ESCOLA!

Texto publicado pela Regional VII

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s