Atenção todos os profissionais das escolas públicas da Regional III

comunicado10jul2014Pouco depois do início da noite do dia 08 de julho recebemos uma mensagem eletrônica que acusava não haver terminado a assembleia unificada dos trabalhadores das escolas estaduais e a os das escolas do município do Rio, instalada no auditório do Clube Hebraica., no dia 07 de julho. Tal mensagem afirmava que diante de tão estranho fato os presentes se dividiram em grupos, tendo como referencia a organização por regionais da Capital e deliberaram nova assembleia para o dia 12 e a data das assembleias regionais. Ainda segundo a mesma mensagem os presentes reunidos em grupo autodenominado de Regional III e contando com a presença de uma minoria de diretores da referida Regional marcaram assembleia regional para quinta feira, 10 de julho, a se realizar no auditório do C. E. Visconde de Cairu. Por coincidência esta mensagem eletrônica, chegou após membros da direção solicitarem uma reunião do colegiado da direção.
Diante de tal fato nós, maioria da direção da Regional III do Sepe-RJ, esclarecemos que não temos conhecimento de tais fatos. Opinamos que se tal fato ocorreu, por sua gravidade, a categoria deveria ser chamada a intervir com abaixo assinados originados nas escolas públicas do Rio de Janeiro reivindicando uma nova assembleia e explicações dos fatos a serem dados pela direção do Sepe-RJ.
Por isso queremos esclarecer que:

  1. O Sepe-RJ e suas instâncias não são propriedade de grupos de membros da categoria. O sindicato e suas instâncias são uma conquista de todos os professores e funcionários das escolas públicas tanto da rede estadual como dos noventa e dois municípios do Rio de Janeiro.
  2. Para garantir democracia e evitar o autoritarismo individual ou coletivo o sindicato tem um Estatuto que deve ser respeitado por todos (filiados ou não). Este Estatuto só pode ser revisto ou modificado por Congresso Ordinário, convocado amplamente com este fim. Única forma de garantir que grupos ou indivíduos não se apoderem do mesmo e das demais instâncias do sindicato.
  3. A reunião convocada para esta quinta feira, 10 de julho, às 18 horas, no auditório do C. E. Visconde de Cairu não se trata de Assembleia Extraordinária da Regional III do Sepe-RJ. A maioria da direção que tem autoridade para convocar as assembleias regionais não convocou e não reconhece tal reunião como assembleia. Em nossa opinião esta reunião não passa de uma tentativa de instalação de uma direção paralela que não foi eleita pela categoria.
  4. Por outro lado informamos que buscamos dar respostas rápidas em relação aos descontos nos salários e inquéritos administrativos contra os colegas que estão em estágio probatório e também os efetivos. A prefeitura do Rio está nos cozinhando e pretende derrotar politicamente esta categoria. Por isso estamos garantindo entrega de ofício nas CREs e marcarmos uma reunião de direção da Regional III.
  5. Convocamos a todas e todos os profissionais de educação da região de abrangência da regional a manter a nossa unidade, pois esta é a única forma de derrotar os planos do Sr. Eduardo Paes e do governador. Só a nossa unidade em torno do programa do sindicato pode garantir que nenhum ou nenhuma companheira(o) sofrerá retaliação por exercer seu direito constitucional de greve. Esta sempre foi a nossa tradição nos últimos 37 anos e neste momento não será diferente.

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  1. Valéria de Moraes Vicente Moreira disse:

    Preciso saber se a greve da rede estadual foi julgada porque o diretor justificou a abertura dos inquéritos contra os profissionais da educação do colégio utilizando o argumento que a greve foi considerada ilegal.

    • Valéria,

      Está provado que a administração estadual não é confiável. O governo do Estado e a SEEDUC não cumprem as leis vigentes. A greve da Campanha Salarial de 2014 ainda não teve uma única audiência de conciliação no TJ. Diferente da greve da Campanha Salarial dos trabalhadores das escolas públicas do Município do Rio.
      Os jornais (O DIA, O GLOBO, etc) veicularam um parecer do Ministro Luiz Fux que vinculava a greve terminada em outubro de 2013 com a greve atual. A administração estadual se aproveitou disso para criar um clima de terror nas escolas e esvaziar a adesão à greve.
      A teatralização das punições por greve feitas neste período de grandes mobilizações já é velha conhecida dos trabalhadores. Afinal, é parte da manipulação dos governos e patrões mentir, aterrorizar, esconder os direitos para poder “melhor” governar ou administrar. Porém, desta vez exageram levando a cabo um de seus os sonhos de consumo. Tentar fazer com que percamos nosso direito de greve. O que eles não dizem é que a constituição federal garante o direito de greve e nenhum trabalhador pode ser penalizado por exercer o que lhe é direito.
      Por tanto não há nenhuma decisão judicial sobre a greve iniciada no dia 12 de maio de 2014. Poderamos isso com a Comissão de Educação da ALERJ e conseguimos um “acordo” com a bancada governista daquela casa. Este acordo prevê que o Sr. Governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, publicará decreto para por fim a todas as retaliações contra grevistas, reposição de valores descontados referentes aos dias da greve e extinção de todos os processo administrativos.
      Mais informações veja matéria específica no endereço que segue:
      http://cspconlutasrj.wordpress.com/educacao/governos-do-pt-pmdb-e-psdb-criminalizam-as-greves/

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