08mar2015lutamulherNeste 8 de março, precisamos resgatar o verdadeiro significado desta data. O dia da mulher, é bem mais que uma data onde as mulheres são lembradas e homenageadas. Este é um dia onde precisamos recordar as desigualdades que ainda existem na nossa sociedade e as opressões, cuja expressão mais cruel é a violência, que sofremos por sermos mulheres e trabalhadoras. É um dia de luta para que tais opressões não mais ocorram. É um dia de comemorarmos as conquistas que já tivemos e lutar por nossos direitos.
A história desta data remonta o início do século XX, onde ainda sem dia fixo, as socialistas norte-americanas comemoravam o “Dia da Mulher”, reivindicando igualdade econômica e política para as mulheres. Em 1910, na Segunda Conferência de Mulheres Socialistas, Clara Zetkin, dirigente socialista alemã, junto com outras militantes, propõem que o “Dia da Mulher” se torne uma comemoração anual para ser organizado em todos os países. E assim surge o “Dia Internacional das Mulheres”.
Em 1914, pela primeira vez, socialistas alemãs marcam como data para comemorar o Dia da Mulher o 8 de março. Em 1917, as socialistas russas realizaram o seu dia em 23 de fevereiro (8 de Março no calendário Ocidental), com uma mobilização que desencadeou em um dos mais importantes episódios da nossa história.
Neste dia, como descreve o revolucionário russo Trotsky, “contra todas as orientações, as operárias têxteis abandonaram o trabalho em várias fábricas e enviaram delegadas aos metalúrgicos para pedir-lhes que apoiassem a greve.” Essas trabalhadoras saíram às ruas e dirigiram-se à Duma Municipal exigindo “pão”. Apesar da aparência simples desta reivindicação, ela conseguia sintetizar boa parte das angustias e demandas do povo russo, por isso centenas de pessoas se juntaram a mobilização das mulheres. A palavra “pão” expressava a precária situação em que o trabalhador russo vivia, e, juntamente com a “terra”, principal demanda dos camponeses e “paz”, que representava a saída da Rússia da I Guerra Mundial, formou a palavra de ordem capaz de realizar o maior movimento revolucionário que tivemos em nossa história: A Revolução Russa! Superando qualquer expectativa e de forma que ninguém imaginava O Dia da Mulher, na Rússia levantou a tocha da revolução.
Hoje, nós mulheres trabalhadoras continuamos na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. E nesse dia 8 de março, saudamos a todas as lutadoras que não se calam diante da situação de opressão que vivemos. Parabenizamos as trabalhadoras desse sindicato que construíram e continuam a construir o SEPE diariamente. Parabenizamos as funcionárias e professoras que não se calam diante do machismo que sofremos dentro e fora dos muros de nossas escolas, EDIs e creches. Parabenizamos as companheiras que construíram greves históricas como a de 1979 e 2013, e diversas mobilizações como a luta contra a aprovação automática, que demonstram que a luta das educadoras não é apenas contra a situação precária e exploração que nossa classe sofre, mas também a luta pela garantia de um ensino de qualidade para as nossas crianças e jovens. Como mulheres, mães e trabalhadoras da Educação não nos calaremos diante dos ataques dos governos que tentam retirar nossos direitos e destruir as escolas e creches públicas. Seguiremos em frente lutando pelos nossos direitos, contra todas as formas de machismo e em Defesa da Educação Pública!

Diretoras do SEPE Regional III

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Uma resposta »

  1. […] Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Ampliação do orçamento para programas de combate à violência! Prisão e punição exemplar para os agressores de mulheres! Implementação dos Centros de Referência da Mulher, financiados pelo Estado, como parte do sistema de proteção social, com poder de acatar denúncias, garantir apoio jurídico, médico e psicológico às mulheres vítimas de violência, com atendimento em tempo integral; Imediata construção de casas-abrigo, com orientação, formação profissional e infraestrutura necessária para abrigar e assistir mulheres e filhos em situação de violência; Mais Delegacias de Mulheres com estrutura para atender as mulheres vítimas de violência Casas de passagem para assistir e hospedar as mulheres em situação de violência que não possuem para onde ir Construção e ampliação de creches públicas, gratuitas e de qualidade para garantir as mulheres trabalhadoras este direito e um melhor atendimento das crianças de zero a seis anos. FONTE Regional 3 do Sepe […]

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