Professores e funcionários das escolas públicas costumam perguntar quem ganhou as eleições no Sepe/RJ, sempre que se encerra o processo eleitoral, com a apuração final dos votos. As contas que fazemos para entender o sistema de proporcionalidade que orienta a composição das direções do nosso sindicato são bem diferentes do sistema de majoritariedade, onde quem ganha por maioria simples ocupa todos os cargos.
Na proporcionalidade qualificada, a estrutura organizacional da direção das regionais (9 na Capital) e núcleos (48 em todo o estado) é dada pela estrutura da chapa que obtém o maior percentual de votos válidos. No caso da Regional III, a Chapa 4, mais votada, com 42,12% dos votos, apresentou 17 diretores efetivos e 9 suplentes na sua estrutura de chapa, elegendo 7 membros para a direção efetiva e 4 suplentes; a Chapa 2, com 35,93%, elegeu 6 membros efetivos e 3 suplentes e a Chapa 1, 4 membros efetivos e 2 suplentes, perfazendo um percentual eleitoral de 21,96%.
Esta eleição recoloca a Regional III em condições de garantir uma direção em número suficiente para responder por uma região que possui mais de 200 escolas públicas (entre rede estadual e municipal). A gestão que se encerra foi bastante prejudicada com um número extremamente reduzido de cinco diretores, orientada pela estrutura da chapa vencedora nas eleições passadas, a Chapa 2.
Porém, achamos que a maioria da direção eleita não poderá atingir por si mesma o objetivo de reformular os métodos de elaboração do trabalho de base, que alavanque as lutas das trabalhadoras e trabalhadores da educação. Os desafios são enormes e o principal obstáculo, hoje, é o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), principal política de educação do governo Lula/PT, aprovado em 2007 sob a orientação do Banco Mundial e das grandes corporações capitalistas. Seu manifesto, o documento Compromisso Todos Pela Educação, é assinado pelo Instituto Ayrton Senna, Instituto Gerdau, Fundação Lemann, Fundação Bradesco, Fundação Educar Dpaschoal, Fundação Roberto Marinho, Fundação Itaú Social, Undime, Consed, Fiesp, Banco Mundial, Microsoft, Organizações Globo, Revista Veja, Unesco, entre outras. Uma política fincada num conglomerado de organizações patronais, organismos internacionais, grandes corporações nacionais e internacionais, ONGs, fundações, institutos e assemelhados, só poderia mesmo ser construída sob o ponto de vista dos empresários para abrir ao capital mais um grande mercado e formar a força de trabalho necessária aos seus interesses.
A maioria da direção eleita pretende fortalecer a luta dos trabalhadores nas redes municipal da Capital e estadual construindo o Fundo de Greve e elegendo representantes sindicais nas escolas para a materialização de um forte Conselho Deliberativo da Regional III. O que não será suficiente, sem uma campanha sistemática de filiação e a radical transformação na política de comunicação da regional que instale um jornal mensal no interior das escolas e dinamize as convocações das assembleias, manifestações e atividades políticas e culturais que pretendemos realizar, tanto nas escolas quanto na nova sede da Praça Saens Pena, na Tijuca.
A luta por melhores condições de trabalho é a razão de ser do sindicato.

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