punho28jun2014Neste dia 28 de junho ocorre mais um jogo da seleção brasileira na Copa da FIFA. Justamente neste dia os trabalhadores das escolas públicas da “cidade maravilhosa” descobrem que seu salário foi descontado em até 90% por motivo de corte de ponto. Este corte foi impetrado contra os grevistas que lutaram por melhores condições de salário, trabalho e ensino. O corte foi percebido um dia depois que estes trabalhadores decidiram em assembleia o fim da greve unificada com os professores e funcionários das escolas públicas estaduais.

O prefeito Eduardo Paes comete mais uma ilegalidade. Mais uma demonstração que a administração municipal não cumpre e não respeita as leis vigentes. Os professores e funcionários do Colégio Pedro II, dois dias antes, conseguiram no Supremo Tribunal de Justiça uma decisão judicial que obriga o governo Dilma (PT) a negociar com os grevistas sem nenhum corte de ponto. A decisão do STJ baseia-se no fato de que o corte de ponto ataca o direito constitucional de greve.

Com este ato o prefeito da Cidade do Rio de Janeiro se coloca ao lado do Governador de São Paulo. Geraldo Alkmin demitiu 42 metroviários pelo fato de aderirem à greve da categoria. Estes fatos e ações dos poderes executivos mostram o mundo real dos trabalhadores brasileiros.

Os holofotes da Copa da FIFA se esforçam para mostrar que o povo brasileiro está torcendo em massa para seleção canarinho. Milhões de trabalhadores esqueceram as mazelas provocadas pela carestia, aumento da inflação, arrocho salarial, o desemprego, a fome e a miséria para torcer pela seleção brasileira em frente a um aparelho televisor. Porém tudo não passa de mais uma fantasia criada pelos patrões, os governos e a grande mídia. O mundo real na cidade não tão maravilhosa é onde professores e funcionários estão sem salário por exercerem seu direito de reivindicação de melhores condições de ensino e de vida.

Apesar da Copa só terminar no dia 13 de julho, nesta segunda feira (30), haverá o reinício do ano letivo no segundo semestre. São treze dias de aulas em paralelo com os jogos da Copa. A partir de nossas escolas podemos e devemos desmontar esta farsa. Temos que conquistar alunos e responsáveis para junto conosco exigir do prefeito o cumprimento da lei e a devolução do salário descontado. Nossa denuncia deve partir das escolas chegando aos bairros, às rádios comunitárias, a imprensa independente e alternativa. Devemos fazer uma ampla campanha igual ou maior que estão fazendo os metroviários da cidade de São Paulo. Até por que o usuário do serviço de educação pública está muito mais próximo que os dos transportes coletivos. Podemos usar esta campanha para desmascarar as campanhas eleitorais dos partidos que tem cargos na prefeitura e que farão propaganda de seus candidatos. Em ano eleitoral partidos como PMDB, PT, PDT, PRB, PP, PTB, PSL, PTN, PSC, PPS, PSDC, PRTB, PHS, PMN, PTC, PSB, PRP, PSD, PC do B e PT do B tem que arcar com o ônus político de empurrar a categoria de educadores à greve a partir da intransigência em não atender ou negociar suas reivindicações e ainda cortar ponto dos que aderiram a greve.

Nesta semana que se inicia podemos construir abaixo assinados e petições com a comunidade escolar que exijam do Ministério Público e da Justiça medidas que obriguem o prefeito a cumprir a lei. Podemos ainda solicitar o envio de moções de solidariedade e de exigência a prefeitura dos demais sindicatos e movimentos sociais que acompanharam nossa luta. Em fim a partir das escolas é possível garantir uma organização para derrotar a arbitrariedade, o abuso de poder e obrigar o prefeito a restituir o salário descontado.

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