Cabral e Pancera tentam retaliar greve com ameaça de demissões nas escolas técnicas

faetecLutaNo dia 30 de outubro ativistas que aderiram a greve nas escolas técnicas estaduais foram surpreendidos com contra cheques zerados. Alguns ao procurar informação juntos a Secretaria Estadual de Administração tiveram a informação que estavam demitidos por abandono de trabalho. Estes trabalhadores suspenderam o movimento grevista no dia 24. Esta greve teve início no da 14 de agosto e durou 71 dias.

Segundo o sindicato da categoria os descontos são referentes ao período de greve no mês de setembro. Ativistas também informaram que houve uma orientação da FAETEC para que diretores aplicassem o código 65 na frequência dos grevistas. Este código é referente a abandono de emprego e deve gerar inquérito administrativo por faltas.

A Direção da Regional III do Sepe-RJ repudia veementemente toda esta truculência do Governo do Estado do Rio e do Presidente da FAETEC. Estes procedimentos e ameaças de punições nunca foram usados contra grevistas no Rio de Janeiro. Mostra que Sérgio Cabral e seu feitor, o Sr. Celso Pancera, não toleram a convivência com a democracia ou com o direito de greve. Seu comportamento é exatamente igual ao dono da Universidade Grana Filho. A diferença é que o executivo estadual não pode deixar de cumprir a legislação como fazem os patrões.

Nossa solidariedade aos trabalhadores das escolas técnicas estaduais. Convocamos uma ampla campanha de solidariedade com o envio de moções ao governo do estado e a presidência da fundação exigindo o fim de todas as retaliações e a imediata reposição dos salários descontados. Exigindo por fim o respeito à Constituição Federal e a legislação em vigor em nosso país.

Não aceitamos que o Governo do Sr. Sérgio Cabral Filho e que o Presidente da FAETEC, Sr. Celso Pancera sigam atuando à margem da lei e, como verdadeiros vândalos, prejudiquem com seus atos os trabalhadores e suas famílias, por exercerem o legítimo direito de greve.

Exigimos o atendimento de todas as reivindicações, um plano de cargos e carreira que realmente valorize o trabalho dos educadores das escolas técnicas.

Exigimos melhores condições de salário, trabalho e de ensino nesta instituição.

Em defesa do direito de greve;

Pelo fim de toda e qualquer retaliação ao movimento grevista e ao educadores;

Imediato atendimento de todas as reivindicações da categoria em luta.

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