manifessta26mai2014aProfissionais de educação do Rio, em greve, fizeram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira, 26 de maio, na porta do Linx Hotel próximo ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, onde jogadores da seleção brasileira se reuniram antes de seguirem para Granja Comary, em Teresópolis. De acordo com a Coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ), Suzana Gutierrez, cerca de 300 pessoas profissionais participaram do ato. O protesto ocorria de forma pacífica, até a saída dos jogadores do local, quando a tropa de choque obrigou os manifestantes a se afastarem dos ônibus que transportava a equipe brasileira.

A nossa manifestação não é contra seleção, mas estamos aqui para chamar a atenção pelas nossas péssimas condições de trabalho e a falta de diálogo do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes com a categoria”, disse Suzana.

Os manifestantes cantaram: “Da Copa abro mão, quero dinheiro para saúde e educação” e que “a educação parou”.

cOs professores das redes de ensino estadual e municipal estão em greve desde o último dia 12. Eles protestam por melhores condições de trabalho e contra os gastos excessivos na Copa do Mundo. A manifestação começou às 10h, horário previsto para a saída do ônibus da delegação, que saiu por volta das 10h30.

Os manifestantes bloquearam a Avenida 20 de Janeiro, que dá acesso ao aeroporto, e, por isso, o ônibus precisou ser desviado. Às 11h, eles seguiam protestando na via, que permanecia fechada.

A professora de português da rede estadual de ensino do Rio, Andreia Vieira, afirmou que os protestos demonstram que a população não apoia o mundial. “É importante desmistificar esse conceito de ‘não vai ter Copa’. É um grito de protesto. Ela vai acontecer, mas não é uma Copa do povo”.

Ainda segundo o sindicato, a adesão à greve que começou no último dia 12 é de 60% no estado e município.

De acordo com Suzana, nesta quarta-feira, o sindicato tem uma audiência marcada com a Secretaria municipal de Educação. No entanto, a categoria insiste em um encontro com Paes. “O que vemos é que os governos têm muito dinheiro para Copa e nada para educação”, reclamou a Coordenadora.

A repressão usou todos os meios para evitar uma maior participação na manifestação

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Nesta manhã, por vota das 07 horas, manifestante se deslocavam para a manifestação e foram abordados pela polícia de Pezão. Os policiais interromperam a viagem dos profissionais de educação, obrigou que os mesmos desembarcassem do veículo. Em seguida apreenderam o micro ônibus na esperança que aqueles trabalhadores não chegassem ao aeroporto, local da manifestação. Porém alguns conseguiram chegar ao aeroporto internacional utilizando transporte coletivo e taxis.

Apesar da vitória da manifestação que cumpriu se papel de divulgar a greve e reivindicações fica claro que ainda há muita luta. É preciso a unificação das lutas, mobilizações e greves para derrotar os planos dos governos. Na mesma proporção do aumento da repressão precisamos fazer crescer a unidade dos trabalhadores para aumentar as chances de vitórias conjunturais e históricas.

 

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