A educação estadual e municipal dão um basta

Agora é greve

Assembleia da rede municipal, em 08 de agosto de 2013

Assembleia da rede municipal, em 08 de agosto de 2013

Os sucessivos ataques as condições de vida e de trabalho tem colocado em luta milhões de trabalhadores em países como nos Estados Unidos, na Europa, no norte da África, na América Latina e, a partir de junho deste ano, no Brasil. São insurreições populares que sacodem a ordem e questionam as políticas dos governos em todo o mundo.
No Brasil uma palavra de ordem que vem sendo levantada pelos profissionais de educação há décadas virou o clamor das ruas: mais investimentos para uma educação de qualidade somado a reivindicações de mais qualidade na saúde, transportes públicos e o fim da corrupção. Os trabalhadores e a juventude tomaram para si uma luta em defesa do futuro das novas gerações. Uma luta que a greve das escolas públicas reforça com a experiência de quem defende há anos estas bandeiras.
Agora não são mais alguns professores e funcionários nas manifestações de junho e julho. Agora se levanta, de forma organizada, os trabalhadores das escolas municipais e estaduais do Rio de Janeiro, através do seu sindicato, para combater e derrotar as políticas de Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff.
Estes governos vem implementando um modelo de gestão que privilegia a relação com as empreiteiras, as multinacionais e os bancos, em detrimento dos interesses da maioria da população: os trabalhadores. Tem dinheiro para pagar a dívida, tem dinheiro para banqueiro, para empreiteiro, mas não tem para educação pública.
Com a paralisação dos trabalhadores das escolas públicas municipais e estaduais podemos reverter este quadro. Esta greve tem o poder não só de garantir
a unidade de todos que estão nas ruas, mas também a de derrotar as políticas de arrocho salarial, péssimas condições de trabalho e o sucateamento da educação pública no Rio de janeiro implementadas pelos governos federal, estadual e municipal. Esta greve fortalecerá as manifestações que seguem por todo o país e pode garantir no Rio a vitória da campanha pelo Fora Cabral e vá com Paes. A luta dos trabalhadores da educação fortalece a construção da Greve Geral. Esta é uma necessidade do conjunto da classe para fortalecer as campanhas salariais do segundo semestre e para defender e ampliar seus direitos. Por isso esta luta se insere na construção do dia 30 de agosto: um dia nacional de greves e paralisações. A greve, como forma organizada de luta, acabará com o desvio de verbas públicas da educação para as fundações, ongues e multinacionais. Estancará a sangria de recursos públicos que engordam os lucros dos tubarões da educação. Garantirá melhores salários, condições de ensino, de trabalho e de vida. Pode garantir também a unidade com as manifestações, com as greves e paralisações de outras categorias. Pode, por fim, criar as condições para a construção de uma sociedade justa e igualitária: uma sociedade socialista.

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