balancoGeralNesta sexta feira, 13 de dezembro, às 16:34 horas, em programa da TV Record, o Balanço Geral, foi dada a notícia da morte de Renato da Silva Alves. Um adolescente de 13 anos. O estudante faleceu de causa desconhecida dentro da Escola Municipal Pastor Miranda Pinto. Uma escola localizada no Cachambi, área de abrangência da Regional III.
No vídeo da reportagem os pais, D. Francisca e Sr. Manoel, reclamavam da Direção da escola pela falta de informações precisas sobre o terrível fato. Segundo os pais a única explicação que receberam foi que o menino havia sofrido uma queda no pátio. Após isso foi levado ao hospital. Quando os pais chegaram lá o adolescente já havia falecido.
Até a Certidão de Óbito é inconclusiva. No documento na parte em se lê a causa da morte está escrito: depende de exames complementares solicitados.
Ainda segundo os pais a informação que receberam de outras fontes é que a criança caiu e ficou deitada no pátio por 20 minutos até ser socorrida.
Também estarrece na reportagem outro fato corriqueiro nas escolas públicas municipais e estaduais. A jornalista foi à escola e, mesmo sendo um prédio público, não pode entrar e não conseguiu conversar com ninguém da equipe de direção.
Infelizmente os filhos da classe trabalhadora são tratados assim pela prefeitura e governo do estado. Independente da causa da morte, mesmo que seja de causas “naturais”, o tratamento dispensado ao aluno, aos pais e a população são inaceitáveis.
É inaceitável que um veículo regular de comunicação não possa apurar a notícia, que é pública, dentro de um prédio público. É também inaceitável que ocorra uma morte de uma criança dentro de uma unidade escolar do município do Rio de Janeiro e a Secretaria Municipal de Educação não declara nada, omite informações e tenta abafar a notícia.
Certamente o problema não é da escola. A responsabilidade não é só da direção. Os membros desta equipe de direção são coniventes, mas a responsabilidade é do poder público. Quando a Secretaria Municipal de Educação faz declarações públicas esquece sempre de falar de fatos como estes, que se repetem em toda a rede regularmente.
Fica evidente que nossas escolas se transformaram em depósito de crianças. Um depósito muito mal cuidado pelo prefeito e sua secretária. Também fica evidente que estes verdadeiros depósitos estão fechados aos olhos dos usuários (alunos e responsáveis), principalmente, quando ocorrem fatos violentos ou que causam ferimentos ou mortes de crianças.
A direção do Sepe-Regional III se solidariza com os pais deste adolescente, aluno da rede pública municipal. Também estamos solidários com os professores e funcionários desta e de outras escolas coagidos não fornecer nenhuma informação sobre o caso como este. Lamentamos a atitude de toda a equipe de direção por cumprir determinações que ferem as leis vigentes.
Para nós está claro que a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade está muito longe de ser conquistada. Tanto os governos, os patrões e até mesmo alguns de nossos colegas de trabalho não tem nenhum respeito por nossos alunos, seus pais ou a educação das novas gerações.

Uma resposta »

  1. Fátima disse:

    Em 2005, vivi uma situação semelhante, que causou o óbito do meu irmão. Além da demora do SAMU (40 minutos) ainda ouvimos insinuações desrespeitosas dos peritos. Ele tinha uma pequena má-formação numa válvula cardíaca; o infarto fez com que ela se rompesse. Quantas pessoas tem isso e não sabem? Uma alteração no ritmo elétrico dos batimentos cardíacos também podem causar mortes súbitas e não estamos preparados para lidar com essas situações, e ainda ficamos reféns de um atendimento de emergência que demora tanto que nem sempre dá para salvar a vítima. Pouco depois da perda do meu mano, vi fato semelhante acontecer com um aluno da escola em que trabalhava: a sorte era o professor de Educação Física ter habilidade para isso (como era um rapaz graúdo, a massagem cardíaca foi bem vigorosa); o rapaz foi levado para o Lourenço Jorge e, lá, foi preciso esse mesmo professor ameaçar dar uns sopapos em algumas pessoas para que o garoto – ainda zonzo- fosse levado para dentro do hospital, pois pretendiam mandá-lo embora como se nada tivesse acontecido. Bom, infelizmente, nesses casos, a culpa acaba recaindo sobre a escola … grande novidade!

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