Rio de Janeiro, 14 de fevereiro 2014

À Direção da Regional III do Sepe

balancoGeralOs profissionais da Escola Pastor Miranda Pinto sentem- se na obrigação moral e politica de manifestar seu mais veemente repúdio a matéria publicada no site dessa regional e no facebook,cujo conteúdo tratava da morte de um estudante em nossa escola.

Ainda não refeitos do grande trauma que pesou sobre todos nós, tivemos o desprazer de ver o nosso sindicato publicar matéria nada condizente com a verdade. No texto, elaborado pela direção da regional III, utilizando a reportagem de um programa da rede Record, com claro teor sensacionalista,, é dito que : “ ainda segundo os pais, a informação é que a criança caiu e ficou deitada no pátio por vinte minutos ate ser socorrida”.

Vamos apresentar a verdade dos fatos: o menino desmaiou em pleno recreio, no pátio, quando brincava com amigos e foi IMEDIATAMENTE levado pelos alunos, até a sala dos professores. No mesmo momento, a diretora adjunta entrou na sala e fez, junto com outros profissionais da escola que ali estavam , procedimentos de primeiros socorros, ao mesmo tempo em que era chamado o Samu, que deu como resposta a impossibilidade de realizar socorro, pois não havia ambulância disponível. Assim, a diretora adjunta, três professores e uma funcionária levaram rapidamente o aluno ao Hospital Salgado Filho, onde o mesmo veio, posteriormente, a falecer. Tudo foi relatado em depoimentos que foram já feitos e a veracidade dessas informações é comprovada pelos registros telefônicos , a hora de entrada no hospital- que se deu poucos minutos depois do aluno ter sido levado para a sala dos professores – e o que é mais importante, presenciado por diversos alunos e professores que lá estavam e assistiram a tudo.

Ali, pesou a falta de funcionários? Certamente não, a não ser que lutemos por uma bandeira mais do que justa, que é a presença de uma equipe médica em cada unidade escolar. Porém, mesmo que fossem mais dez funcionários de apoio , pelas circunstâncias, não seria diferente o trágico desfecho.

Nos causa surpresa e, por que não, revolta, o fato do sindicato ter dato crédito, e o pior, reproduzido, a reportagem de um programa que faz do sensacionalismo uma regra para conseguir audiência . Compreendemos plenamente a ausência de razoabilidade de uma mãe que perde seu filho repentinamente , lamentamos como sua fala foi utilizada por um programa de televisão de baixo nível. Mas o que dizer do sindicato que não só nos representa como também sempre foi vitima deste tipo de reportagem demagógica, unilateral, que infelizmente, a Regional III do Sepe acabou por reproduzir ? Tal prática não pode deixar de ser objeto de grande repúdio da nossa parte .

Ora, se a imprensa não conseguiu conversar com a direção por ordem da secretaria municipal de educação, procedimento que também discordamos, o Sepe, poderia ter procurado os professores da escola, já que a certamente a preocupação do sindicato não é fazer denúncias vazias e sensacionalistas como sempre faz tal programa. Ainda mais se levarmos em conta que os diretores dessa regional conhecem alguns professores que ali trabalham, sendo eles também militantes habituais desta regional e frequentadores das assembleias lutas da categoria. Alguns deles estavam lá neste dia , tendo até atendido o menino diretamente e levando- o para o hospital. Certamente, esses profissionais dariam informações muito mais fidedignas para o sindicato do que um programa com este tipo de jornalismo.

Assim, solicitamos que essa carta dos profissionais da escola seja publicada no mesmo espaço em que foi publicada a matéria que tanto nos deixou não só incomodados, como também aturdidos, justamente por ser o nosso sindicato, que sempre colocou a luta dos trabalhadores da educação em uma plano muito mais alto, sem que para isso se baseasse em inverdades e em reportagens tão tendenciosas da grande imprensa . Os profissionais dessa escola, filiados ou não, têm no Sepe a sua representação legítima na defesa dos seus interesses, considerando-o uma instituição com credibilidade comprovada pela sua história . Por isso, também escrevemos essa carta, para que os nossos dirigentes tenham mais cuidado nas análises, mediando como de costume, o que a grande imprensa fala e escreve- já que isso o sindicato sempre nos ensinou- e acima de tudo confie nos profissionais que estão na escola, que devem ser ouvidos sempre, tendo muito mais crédito que um jornalismo de quinta categoria.

Continuamos confiando no sindicato e abertos para qualquer esclarecimento

Direção

Corpo Docente e

Funcionários da Escola Municipal Pastor Miranda Pinto

A direção do Sepe-Regional III se reunirá para discutir a Carta acima publicada e a matéria publicada em 14 de dezembro de 2013 em breve.

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