24abrilDeLuta2013Hoje uma grande marcha em Brasília reuniu mais de 20 mil trabalhadores. A manifestação foi encerrada no Congresso Nacional com um ato político que contou com a presença das principais entidades organizadoras. Ao final, estudantes ligados à entidade estudantil ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes) deram um beijaço coletivo e realizaram casamentos homossexuais em protesto à presença do deputado Marcos Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Com faixas, músicas e bandeiras defenderam direitos trabalhistas e pediram a anulação da reforma da previdência de 2003 aprovada com dinheiro do mensalão. Os trabalhadores exigiram ainda o fim do fator previdenciário sem a aplicação da fórmula 85/95, que prejudica as aposentadorias, assim como a reforma agrária e as revindicações dos professores estaduais em greve.

Algumas faixas levadas pelas entidades sintetizavam as bandeiras de luta da marcha. As palavras de ordem “Basta de ataques aos trabalhadores! Chega de entregar dinheiro aos grandes empresários! Mais verbas para a saúde, educação e reforma agrária!” abriram a marcha.

“Viemos aqui para enterrar de uma vez por todas o ACE (Acordo Coletivo Especial), para lutar contra a reforma da previdência que prejudica milhões de trabalhadores. Viemos aqui porque somos parte da luta contra a opressão e a repressão. Não é só Feliciano que tem de sair.  O Congresso tem uma corja de preconceituosos, que não nos representam”, falou aos manifestantes o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes.

Também falaram na atividade as entidades organizadoras que representam importantes categorias de trabalhadores, entre eles os servidores públicos federais, trabalhadores rurais, professores estaduais, aposentados, movimentos populares e outros.

“Reforma agrária, urgente e necessária”- Sob essa palavra de ordem, trabalhadores do campo ganharam destaque na marcha. As colunas da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Ferasp) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) levantaram as revindicações por melhores condições de trabalho, salários e terra para trabalhar. Também estava presente o MTL (Movimento Terra e Liberdade).

Professores estaduais em greve – Também houve importante participação dos professores estaduais, com o destaque para os do Rio Grande do Sul, representados pelo CEPERS (sindicato da categoria) e de São Paulo, representados pela Apeoesp. Na última sexta-feira, os professores da rede estadual de São Paulo deflagraram uma importante greve reivindicando a reposição salarial 36.74%, que são as perdas desde 1998. Além disso, há greve nacional da categoria que começou no dia 23, e termina no dia 25.

Operários de Belo Monte denunciam repressão – Um grupo de operários de Belo Monte que participou da última greve na usina denunciou a repressão por parte do governo federal e das empresas do consórcio responsável pelo empreendimento, o CCBM. “Viemos aqui pra denunciar a vergonha que é a situação de Belo Monte. A gente não pode nem reclamar que somos reprimidos pela Força de Segurança Nacional. É pior que a ditadura. Trabalhamos com um fuzil apontado pra nossas cabeças”, disse Edvaldo Gonçalves, que trabalhou nas obras da usina até ser demitido em abril.

A marcha também contou com uma forte presença dos movimentos por moradia. O destaque ficou pra coluna do Movimento Sem Teto do Brasil (MSTB).

Congresso recebe bandeira LGBT contra Feliciano – A manifestação encerrou-se com um ato em frente ao congresso Nacional, onde os estudantes ligados à ANEL promoveram um beijaço e casamentos homossexuais com a presença do pastor Marcos Feliciano na presidência da comissão dos Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados.

Já após o encerramento da marcha uma grande bandeira, símbolo do movimento LGBT, foi pendurada no prédio do Congresso Nacional. Quatr estudantes foram detidos, mas liberados em seguida.

Entidades organizadoras – Além da CSP-Conlutas compõem a organização da Marcha entidades e organizações entre as quais – A CUT Pode Mais (corrente que integra a CUT), CNTA (Confederação Nacional de Trabalhadores da Alimentação), Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas), Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais), CPERS (Centro dos Professores Do Estado Do Rio Grande Do Sul), MST, Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), ADMAP (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas), ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), assim como entidades de movimento populares e outras.

Fonte: CSP-Conlutas

 

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