Em vez de negociação repressão

Liberdade para todos os presos políticos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes

Liberdade para todos os presos políticos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes

A greve das escolas públicas estaduais e das do município do Rio teve seu início em 08 de agosto. São mais de dois meses de impasse onde tanto Sérgio Cabral como Eduardo Paes se recusam em atender as reivindicações. O que os educadores pleiteiam são melhores salários, valorização da carreira, mas, principalmente, melhores condições de trabalho e de ensino.
Para não atender os pleitos da greve Cabral e Paes atacam o sindicato e fazem uma onda de terror com ameaças aos professores e funcionários. Através de ações judiciais tentaram multar o sindicato em meio milhão de reais (R$ 300 mil para a greve do estado e R$ 200 mil para a do município) por dia de greve como forma de inviabilizar o funcionamento da entidade.
Para implementar mais políticas de ataque a educação utilizaram a força bruta policial com espancamentos, tiros e bombas para aprovar na Câmara Municipal uma terrível reforma educacional apelidada de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.
Neste cenário Paes tentou desautorizar os fóruns de deliberação da categoria manipulando pais e professores mais ligados a sua gestão.
Enquanto isso Cabral seguia com as ameaças de demissão nos principais jornais de grande circulação. Contudo o ápice destes ataques se deu no Dia do Professor. Diante da impotência de reprimir mais de 100 mil manifestantes em ato e passeata pelas ruas do centro do Rio a dupla do PMDB, apoiada pelo PT de Dilma, não se deu por derrotada. Mobilizaram o maior aparato policial e no início daquela noite do dia 15 de outubro, durante a dispersão da grandiosa manifestação, espancaram, deram tiros e jogaram bombas nos manifestantes. Prenderam centenas de jovens alegando flagrante delito. O crime: realizar manifestação em vias públicas. Para ter maior impacto na imprensa foram acusados de formação de quadrilha.

Não aceite o assédio moral e a coação

Mas a repressão também é por dentro da greve. São telegramas, telefonemas e convites via mensagem eletrônica para implementar a coação e o assédio moral. Ou seja, enquanto o governador Cabral comunica a instauração de centenas de inquéritos administrativos contra professores e funcionários, Eduardo Paes intima a presença dos grevistas em “estágio probatório” para serem coagidos e ameaçados de exoneração. Apesar de todas estas ações serem completamente contra a legislação vigente são toleradas pelo Ministério Público e pela justiça (do TJ-RJ ao STF).
Porém a greve é uma ação coletiva garantida na Constituição. Os ativistas da greve sabem que durante o movimento não se faz nada de forma isolada. Não existe e não faz sentido a expressão estou fazendo greve, mas sim estamos realizando uma greve. A repressão, a coação ou assédio moral devem ser enfrentados com ações coletivas dos ativistas em luta. Este é o verdadeiro sentido do movimento grevista.
Para quem recebeu telegrama, devidamente identificado como documento oficial, deve seguir a orientação do sindicato. Não atendam nenhuma convocação por telefone ou mensagem eletrônica. Ao comparecer a unidade escolar para responder convocação oficial da administração pública não vá sozinho. Compareça acompanhado de dirigentes do Sepe ou de outros ativistas da greve.
Na mesma proporção que aumentam as ameaças, a coação e assédio moral devemos aumentar a solidariedade e unidade de classe. Estes comportamentos violentos por parte da administração pública são a maior prova de sua fraqueza e nos dão a certeza de uma vitória conquistada na luta.

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