15jul2014notaOs trabalhadores e o povo do Estado do Rio de Janeiro foram surpreendidos por mais uma ação violenta dos governos. Na manhã de sábado, 12 de julho, a justiça estadual expediu 30 mandados de prisão contra manifestantes. As vésperas dos últimos jogos os governos mostram qual é o verdadeiro legado da Copa: repressão, supressão de direitos democráticos e remoções de famílias pobres de suas casas. Até o momento, 21 ativistas estão presos. Sua detenção ocorre no presídio Bangu VIII. São trabalhadores da educação do ensino básico e superior. São estudantes que buscam melhores condições de saúde, educação e transporte. Entre os presos, estão dois menores de idade. Os ativistas presos foram retirados de suas casas e levados em camburões, sob a mira de armas de grosso calibre, para a “Cidade da Polícia”, no Jacarezinho (Zona Norte do Rio). Em seguida foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da capital.
O governo de Dilma Rousseff (PT), de Luiz Fernando Pezão e de Eduardo Paes (PMDB) não conta apenas com a conivência da justiça para cometer seus crimes contra o movimento social e as lutas da classe trabalhadora. Contam também com as grandes empresas que controlam a imprensa. As notícias dão conta que ativistas que mal se conhecem nas redes sociais formaram uma quadrilha. Esta suposta quadrilha teria como objetivo promover vandalismo e baderna contra o patrimônio público e privado. E mesmo sem provas de tais afirmações estes ativistas foram presos pelos eventuais crimes que poderiam cometer durante a realização dos jogos da final da Copa da FIFA. Esta imprensa não questiona se há ou não provas que justifiquem as ações da justiça, as ações dos governos e ainda difunde a ideia de acusações e prisões preventivas de crimes que sequer aconteceram.
Mas essa conivência já foi explicitada na greve dos trabalhadores da educação onde estes mesmo meios de comunicação difundiram a falsa notícia da punição e demissão de vários professores e funcionários que exerciam seu direito constitucional de lutar por melhores salários e condições de trabalho. Também apoiaram o governo de Geraldo Alkmin (PSDB) quando este demitiu por perseguição política 42 metroviários que participaram da greve da categoria.
Por tudo isso a direção da Regional III do Sepe-RJ vem a público exigir o fim da criminalização dos movimentos sociais, das greves e da pobreza. Exigimos a imediata libertação de todos os presos políticos detidos neste sábado e nas manifestações. Exigimos ainda o fim de toda a perseguição política aos lutadores e ativistas do movimento social, sindical e estudantil.

Liberdade imediata aos 21 detidos que se encontram em Bangu VIII!

Toda solidariedade aos presos e perseguidos por lutar no Rio e em todo país!

Lutar não é crime, lutar é um direito!

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