21jul2014liberdadeNa madrugada desta quinta-feira (17), na porta da penitenciária de Bangu VIII, no Rio de Janeiro, cerca de 50 pessoas aguardavam a liberação de 12 dos 19 ativistas presos preventivamente durante protesto realizado no último dia da Copa do Mundo no Brasil.

Porém o juiz Flávio Itabaiana, da 27.ª Vara Criminal, determinou nesta sexta-feira, 18 de julho, a prisão preventiva de 23 ativistas, entre eles três dos que seriam beneficiados pela decisão do desembargador Siro Darlan, da 7.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. São eles Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, Igor Pereira D’Icarahy e Camila Aparecida Rodrigues Jourdan, que é coordenadora do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Dois menores de idade envolvidos nestas detenções tiveram a liberdade concedida pela Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Justiça do Rio na tarde da quarta-feira (16), e mais 9 ativistas são considerados foragidos pela Justiça.

Os mandados de prisão temporária e, agora, preventiva apontam que estes ativistas foram escolhidos como alvos de um gesto arbitrário de intimidação. Trata-se de uma afronta inequívoca às liberdades individuais dos mesmos, bem como às liberdades de opinião e expressão de todos os trabalhadores e do povo brasileiro. É inadmissível que, num Estado de Direito, pessoas possam sofrer prisão temporária ou preventivamente, por atos que não cometeram, mas se presume que possam cometer; que vidas e reputações pessoais sejam expostas sem que exista motivação legal expressa para a ação do Estado; que o exercício do poder de polícia seja usado como forma de intimidar aqueles que manifestam sua posição política, seja nas ruas ou qualquer outro meio e mídia; e que o respeito à diversidade de opinião e sua expressão seja relativizado pelos agentes do poder público.

Por tudo isso a Assembleia Unificada dos trabalhadores das escolas públicas da Cidade do Rio de Janeiro, convocada pela da Regional III do SEPE-RJ, vem a público exigir o fim da criminalização dos ativistas perseguidos politicamente pelo Governo do Sr. Luiz Fernando Pezão. Exigimos a imediata libertação de todos os presos políticos detidos a partir da véspera dos jogos da fase final da Copa da FIFA. Exigimos a liberdade imediata de todos os ativistas detidos que se encontram em Bangu VIII! Exigimos ainda o respeito às liberdades individuais, bem como às liberdades de opinião e expressão de todos os trabalhadores e do povo brasileiro.

Manifestamos toda solidariedade aos familiares e amigos dos presos e perseguidos políticos no Rio e em todo país! Reafirmamos enquanto instância deliberativa do SEPE-RJ que lutar não é crime, lutar é um direito!

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Uma resposta »

  1. Kayleigh disse:

    I am forever indebted to you for this intonmafior.

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