A recente greve dos federais mostra que para Dilma e os patrões é necessário implantar uma lógica produtivista e de competição nos órgãos públicos, que ataca a carreira e os direitos dos trabalhadores e do povo.

Esta lógica também vem sendo implantada nas escolas municipais do Rio. Os recursos economizados com o arrocho salarial e a redução de investimentos são desviados para as empreiteiras, as multinacionais e os bancos. Para isso além da meritocracia estes governos utilizam todos os métodos de opressão e exploração.

Meritocracia imposta pelo medo

Nas escolas fica claro o aprofundamento do assédio moral como forma de gestão. Também fica demonstrado que Eduardo Paes e sua administração conseguem esgarçar todas as relações profissionais e pessoais nas unidades escolares do município do Rio. Os maléficos efeitos de sua política meritocrática não só acaba com autonomia das escolas e a autonomia pedagógica, como também joga um profissional contra o outro e uma ensandecida disputa entre colegas de trabalho. Esta disputa se dá na procura falaciosa de uma pseuda melhora no desempenho escolar.

A direção da Regional III do Sepe-RJ se solidariza com todos os professores e funcionários das escolas municipais do Rio de Janeiro. Já está na hora de dar um basta ao assédio moral que se apossou de nossas escolas causando não só sofrimento aos trabalhadores da educação, mas também comprometendo o ambiente onde deve se desenvolver o processo ensino e aprendizagem.

Como parte destes ataques a função de direção escolar vem sendo transformada. Já não são mais diretoras eleitas e sim gestoras de uma grande massa falida que são as escolas. A prefeitura através da SME e das CREs impõe um clima de terror sobre as diretoras das unidades escolares e estas sobre seus colegas de trabalho. Uma luta fratricida para solucionar os problemas engendrados pelo prefeito.

Somos todos trabalhadores da educação e o desvio de função (a direção escolar) só pode ser aceito como parte da gestão participativa e democrática para garantir autonomia escolar. Por isso lutamos pela eleição democrática da direção da escola.

Uma escola para o povo

Precisamos sim de uma escola com infraestrutura. Com pessoal em quantidade condizente com as necessidades. Precisamos garantir uma redução de alunos em sala com a devida construção de novas unidades que acompanhe o crescimento demográfico. Uma escola capaz de atender todos os alunos, capaz de desenvolver a necessária pesquisa, capaz de ampliar e construir o conhecimento que a humanidade acumulou. Uma escola que permita de fato a prática do desenvolvimento de um projeto político e pedagógico que atenda aos interesses dos filhos dos trabalhadores.

Para tudo isso precisamos de uma direção que ajude a desenvolver e consolidar uma sólida equipe de trabalho sem exploração e opressão. Não precisamos de chefetes arbitrários e autoritários que comprometem a educação pública com suas terríveis praticas, aprendidas na cartilha neoliberal da prefeitura.

Temos que vencer o medo, buscar a solidariedade e mobilização da comunidade escolar para por um fim ao que vem ocorrendo no interior de nossas escolas. Juntos, podemos conquistar uma escola pública que atenda aos interesses dos alunos, dos trabalhadores e do povo.

O assédio moral ainda é crime previsto na Lei Estadual 3.921. A Regional III se coloca a disposição de todos os profissionais de educação para processar criminalmente as direções, ou membros das CREs ou da SME que cometerem este crime.

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