Quase metade das escolas municipais não tem ar-condicionado

Jornal Extra | Notícias Rio | 25 de janeiro de 2015
Foto: Guilherme Pinto

Por: Júlia Amin e Bruno Alfano

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“Um calor desfavorável para qualquer aprendizado”. É assim que a professora Thaís Souza define a situação das salas de aula da Escola Municipal Getúlio Vargas, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. O colégio faz parte da lista das 697 escolas municipais que ainda não foram climatizadas — não compraram os aparelhos ou não receberam o aumento de carga para que os equipamentos funcionem —, o equivalente a 47% do número total.
— Trabalho desde 2008 na Escola Municipal Getúlio Vargas, em Bangu, e nunca houve um ar-condicionado nas salas de aula. As temperaturas chegam, por exemplo, a 43 graus numa sala com 40 alunos. É uma situação que impossibilita qualquer tipo de trabalho, além do aprendizado dos alunos. Eles reclamam, levantam o tempo todo para beber água, brigam por espaço embaixo de um único ventilador.
Segundo a Secretaria municipal de Educação (SME), já foram investidos mais de R$ 100 milhões no plano de climatização. Mas diretores e professores reclamam que a verba é insuficiente para a compra dos aparelhos e as obras de infraestrutura. Na Escola Municipal Marechal Estevão Leitão de Carvalho, no Engenho da Rainha, na Zona Norte, os equipamentos foram adquiridos, mas não foram instalados. Ao todo, 545 colégios estão na mesma situação.
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— Alguns foram comprados, mas precisamos de uma reforma na rede elétrica para que os aparelhos comecem a funcionar — explica a professora de Língua Portuguesa Flavia Galloulckydio.
Para que as escolas consigam o aumento de carga feito pela Light, elas precisam solicitar um eletricista ou engenheiro para fazer estudo de carga. A Light recebe o documento e faz a avaliação. Só depois de aprovado, as obras são iniciadas. A estrutura muito antiga de algumas escolas demanda obras minuciosas, custosas e demoradas.
A secretaria afirma que as escolas devem recorrer à Coordenadoria Regional de Educação(CRE) se precisarem de mais verbas para obras. A SME não soube informar se as duas escolas citadas fizeram o pedido a CRE. Os colégios já apresentaram o estudo à Light, mas têm pendências técnicas.

 

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