12jul2015reetruturacaoA Secretaria Municipal de Educação pretende, para o ano de 2016, realizar uma mudança na forma de funcionamento das escolas públicas. É a chamada REESTRUTURAÇÃO e isso vai afetar a vida dos alunos, pais, professores e funcionários das escolas, enfim de toda a comunidade escolar.

O QUE VEM A SER A REESTRUTURAÇÃO?

É a reorganização das escolas por segmentos, com algumas escolas como EDIs (Espaço de Desenvolvimento Infantil), outras como Primário, do 1º ao 6º ano, outras ainda como Ginásio (do 7º ao 9º ano). É a segmentação ou divisão das escolas por grupos de séries.
A Secretaria Municipal de Educação tem este plano para o ano que vem, 2016. O CEC (Conselho Escola-Comunidade) de cada unidade escolar tem de se reunir, participar e opinar sobre tais mudanças. A participação do CEC na reestruturação está regulamentada na Resolução 1305 de 02/10/2014, da própria SME.
A comunidade precisa, de fato, SER CONSULTADA sobre o destino da sua escola, não apenas comunicada sobre o que vai ser feito. Se, nós cidadãos cariocas, podemos eleger o presidente da República, por que não podemos escolher o que é melhor para a nossa comunidade escolar?

OS PROBLEMAS DA REESTRUTURAÇÃO

  • Os alunos, quando entram numa escola, criam laços afetivos e de identidade com a escola, professores e funcionários, o que é benéfico para o desenvolvimento da criança: com esta divisão, estes laços se perdem, a educação contínua na escola é interrompida, o que é ruim para a aprendizagem;
  • A Secretaria Municipal de Educação pretende, para o ano de 2016, realizar uma mudança na forma de funcionamento das escolas públicas. É a chamadaREESTRUTURAÇÃO e isso vai afetar a vida dos alunos, pais, professores e funcionários das escolas, enfim de toda a comunidade escolar.
  • As famílias, especialmente as com mais filhos, costumam ter o filho mais velho levando os irmãos menores para a escola: com essa divisão, os irmãos de diferentes idades e séries iriam para escolas nem sempre tão perto uma das outras, ainda mais se não houver vagas em escolas próximas;
  • A possibilidade de livre escolha da escola em que a família quer matricular seu(s) filho(s) diminuiria, e com ela o número de vagas nas redondezas da região em que a família mora;
  • Com a redução de vagas, há uma tendência natural de que as turmas fiquem superlotadas, com muitos alunos, o que é prejudicial para a aprendizagem, visto que o professor não poderá dar um tratamento mais individualizado ao aluno com dificuldades;
  • Com a segmentação, podemos ter a seguinte situação: onde a escola X fica com todo o Primário, e a escola Y fica com todo o Ginásio, teremos alunos de diferentes comunidades convivendo no mesmo espaço, o que pode gerar conflitos ao não se respeitar as particularidades locais;
  • E o mais GRAVE é a colocação do 6º ano (antiga 5ª série) no Primário, pois não haveria mais o professor especialista para as crianças, mas sim um único professor trabalhando todas as disciplinas para nossos filhos e alunos: teriam nossas crianças acesso ao conteúdo necessário das diversas disciplinas? Será que a escola dos filhos do Prefeito é assim?
  • É fundamental a participação de todos da comunidade. Não permita que acabem com a escola pública. A ESCOLA PÚBLICA é NOSSA.

Fonte: Regional VII do Sepe-RJ

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