desocupaCamara290913Nesta noite do dia 28 de setembro, por volta das 23 horas, de forma covarde, a PM desocupou violentamente o plenário da Câmara Municipal. Os profissionais da educação municipal ocuparam o Plenário na tarde do dia 26. Seu objetivo era pressionar o Prefeito a retirar a mensagem do Plano de Carreira. No entanto Eduardo Paes optou por uma resposta covarde e violenta.

Sem o trâmite normal do uso de reintegração de posse através de decisão judicial, Paes usou a polícia violenta de Cabral para atacar os professores dentro da Câmara Municipal. Isso mostra que o Prefeito não pretendeu, em momento nenhum negociar ou respeitar as reivindicações dos trabalhadores da educação. Sua atitude truculenta e autoritária mostra a face cruel com que o Prefeito trata a educação carioca.

Pouco antes da invasão policial o Batalhão de Choque da PM promoveu, sem nenhuma necessidade, uma tentativa de dispersão dos manifestantes que estavam em uma das ruas próximas a Câmara Municipal. Os métodos desta ação já são velhos conhecidos de manifestações anteriores. Gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram atirados de forma covarde contra todos e qualquer um. Como sempre professoras, professores e funcionários foram feridos durante o ataque desnecessário.

Ao mesmo tempo, por volta da meia noite, a chamada da matéria do “O Globo on line” noticiava que “Duas pessoas foram detidas – uma por resistência e outra por atirar coquetel molotov contra policiais durante confronto”. Uma evidente mentira uma vez que toda a operação violenta foi filmada por um link do sindicato dentro do plenário da Câmara Municipal. Não havia nenhum artefato violento com os manifestantes. Fica mais uma vez provado a serviço de quem está este órgão da grande imprensa. O que a imprensa não diz é que os professores e funcionários detidos cometeram um crime: a manifestação de forma pacífica. Para justificar as prisões a PM e a imprensa inventam motivos fictícios.

A experiência que fica na memória de milhares de professores e funcionários é que tanto o prefeito como o governador impõe um brutal regime policial para reprimir qualquer manifestação contra suas arbitrariedades. Também se tem a certeza que a Polícia Militar está a serviço dos poderosos contra os trabalhadores e o povo. Qualquer manifestação contra as políticas destes governos é classificada como delinquência não só pela polícia, como também pela grande imprensa.

A necessidade de ordem judicial para a desocupação fica evidente. Sem a presença de um oficial de justiça e de uma ordem judicial os PM realizam suas ordens da forma mais violenta possível. Sua ação foi desproporcional aos pretensos objetivos. Também é assim quando entram nas comunidades mais pobres da cidade. Esta ação deixou feridos, mas sua habitual truculência deixa inocentes mortos ou “desaparecidos”.

Porém nada disso adianta. Professores e funcionários das escolas públicas tornaram a educação sua profissão e objetivo de vida. A greve continua em defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade que atenda aos interesses dos trabalhadores e do povo. A ocupação do Plenário da Câmara foi apenas uma tática para obrigar a negociação tão necessária. Outras táticas virão e certamente os trabalhadores chegarão a vitória. Quanto ao Prefeito e o Governador entraram para história como algozes da tentativa de destruição da educação pública. Eles passarão, nós estaremos aqui construindo um mundo melhor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s