_assembleia2608Cerca de cinco mil trabalhadores das escolas municipais do Rio participaram de assembleia convocada pela direção do Sepe-RJ, nesta segunda feira, 26 de agosto. Esta assembleia fora marcada para 10 horas, mas teve seu início às 11 horas. Por volta das 13 horas houve a grande votação. Haviam duas decisões: a primeira suspender a greve e manter-se em estado de greve para aceitar e acompanhar o desenvolvimento da proposta do prefeito; a segunda rejeitar esta proposta e dar continuidade a greve. Assembleia se dividiu após vinte intervenções seguidas de oradores com argumentos intercalados defendendo cada uma das propostas a serem votadas.
Os argumentos dos defensores da suspensão da greve consistia em uma tática de um recuo do movimento para reorganizar as forças e poder cobrar da prefeitura caso sua proposta não fosse encaminhada como estipulado. A prefeitura encaminharia uma mensagem ao legislativo para a regulamentação de plano de cargos, carreira e remuneração ao fim de trinta dias; para a elaboração da mensagem a prefeitura criaria um grupo de trabalho com a participação de membros da direção do sindicato; junto com a aprovação da nova lei do Plano de Carreiras seria também aprovado um reajuste ao piso da categoria no valor de 8% e; a prefeitura abonaria todos os dias da greve e de todas as paralisações a partir de 2009.
Os argumentos pela manutenção da greve partiam do desmonte desta proposta. Defendiam a impossibilidade de acreditar que o Plano de Carreiras fosse votado com agilidade na Câmara de Vereadores. Que esta discussão no legislativo se arrastaria por meses e que os prometidos 8% só seriam incorporados ao piso em 2014. Quanto ao abono dos dias parados não passava de bravata uma vez que a greve não havia sido julgada e o corte de ponto ainda não contava com legalidade. Além destes argumentos alertavam que as questões pedagógicas, os projetos meritocráticos e as de condições de trabalho não haviam sido contempladas pela proposta da prefeitura. Concluíam que a manutenção do movimento grevista podia conquistar uma proposta melhor e que contemplasse o conjunto da pauta de reivindicações da greve.
Toda a direção e a maioria esmagadora das correntes de pensamento organizadas no interior da categoria defenderam a proposta de suspensão. Na votação, com uma proporção de 60 a 40%, foi vitoriosa a manutenção da greve. Após isso houve nova polemica, decidida de forma mais rápida, sobre a data da próxima assembleia. Esta ficou marcada para a próxima quarta feira, 28 de agosto, às 15h, em local a confirmar. A assembleia ocorrerá logo após a audiência de conciliação do Sepe-RJ com o Tribunal de Justiça, sobre a greve da rede municipal, que será às 14h.
Na terça feira, 27 de agosto, ficou convocado pela assembleia um ato público em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Educação para acompanhar audiência com a Secretária Claudia Costin.
A votação principal e o resultado da assembleia consolidou a unidade dos lutadores e isso foi motivo de comemoração. Os ânimos dos milhares de ativistas presentes foram renovados e logo se iniciou a construção de calendários de visita as escolas para manter e ampliar os índices de adesão.
Em mais uma demonstração de disposição de luta, terminada a assembleia, os trabalhadores foram em passeata até o prédio administrativo da prefeitura.

A greve continua, prefeito a culpa é sua. Fora Cabral vá com Paes Dilma vez!

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