Passeata com mais de 15 mil manifestantes da educação muncipal

Passeata com mais de 15 mil manifestantes da educação muncipal

Por volta das 10 horas da manha, desta quarta feira, 14 de agosto, professores, funcionários, pais e alunos das escolas pública municipais ocupavam o Largo do Machado, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.
Do alto do caminhão de som a direção do Sepe-RJ instalou a assembleia de greve da rede de escolas municipais. A assembleia com mais de 15 mil presentes votou a continuidade da greve após a constatação de crescimento da adesão dos trabalhadores das escolas.
A partir daí se iniciou a maior passeata da rede dos últimos 25 anos. Uma passeata que foi até o Palácio da Cidade e que percorreu as ruas de Laranjeiras e Botafogo. Não havia espaço vazio na Rua Marquês de Abrantes ocupada do início ao fim. Já na praia de Botafogo manifestantes comentavam que não havia mais desculpas para uma adesão de 100% da categoria à greve.

A manifestação estava tão compacta que não permitiu a repressão da polícia de Sérgio Cabral

Com a alegria típica dos cariocas as jovens professoras animavam as educadoras com mais tempo de trabalho na educação municipal. Cantando palavras de ordem contra os baixos salários, as péssimas condições de ensino e trabalho a passeata conquistou o apoio dos demais trabalhadores da região, que paravam suas atividades para demonstrar sua solidariedade.
Neste clima de alegria, disposição de luta e solidariedade de classe as tropas do Batalhão de Choque da PM não tinha armas para reprimir. Sem repressão, sem bombas a passeata pode denunciar todas as falcatruas da prefeitura de Eduardo Paes. Mas não só a corrupção e a relação privilegiada com as multinacionais do prefeito da cidade. A manifestação denunciou toda a corrupção do governo de Dilma Rousseff e Sérgio Cabral. Uma lição dos educadores aos demais trabalhadores de como garantir unidade de ação para lutar sem abrir mão das reivindicações, obrigando a repressão se curvar diante de sua organização.
Se o prefeito Eduardo Paes não atender a pauta de reivindicações a lição que aprenderá com a categoria nas ruas será muito dura. Não vai adiantar os meios de comunicação tentarem esconder as imagens que estão gravadas na memória de cada manifestante e que já ilustram a história da luta dos trabalhadores do Rio. Paes e sua secretaria serão derrotados fragorosamente pelos profissionais da educação municipal.
O desafio não é mais derrotar o medo de lutar. Este está sepultado. O desafio agora é superar nosso isolamento e unificar a luta com os trabalhadores das escolas estaduais e técnicas. Só assim é possível ampliar nossa vitória e retirar da história da cidade e do estado personagens como Eduardo Paes, Claudia Costim, Risolia, Pancera e Sérgio Cabral. Só assim podemos fortalecer o dia nacional de greves e paralisações, no dia 30 de agosto e construir um futuro melhor, com uma nova história. Ninguém aguenta mais. Fora Cabral e vá com Paes.

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